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sábado, 14 de abril de 2012

Com Jesus por amor e não por obrigação

A substituição do evangelho genuíno pelo manual de usos, costumes e éticas tem levado muitos a uma obrigação de ser perfeito, a um medo paranoico de ir para o inferno, e consequentemente a estafa mental e espiritual é certa na vida destes.

E esta não é a intenção do evangelho de Cristo, já que segundo o que está escrito, Ele veio para os cansados e sobrecarregados com a proposta de aliviá-los sem ansiedade, pois toda ela já foi lançada sobre Ele. Nos resta a certeza de que Ele está cuidando de nós e não virá para salvar pessoas perfeitas, mas sim pessoas imperfeitas que reconhecem que precisam e se rendem a graça de Deus para a tal salvação.

“tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus,” Fp 1:1-11 / Mt 9:12,13.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Vinho novo em odres novos.

“Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.“ Mt 9:17

Muitos pedem vinho novo da parte do Senhor, e quando se fala deste vinho querem dizer mais unção ou um renovo. Porém a questão é o vinho não pode ser desperdiçado por isso o odre também tem que ser novo.

E o que seria um odre? Odres são sacos de pele feitos para transporte e armazenagem de líquidos. Um odre velho fica com a pele desgastada, enrijecida com pregas decorrente do peso. Por que não se deve colocar vinho novo em um odre velho? A fermentação do vinho novo produz gases, cuja pressão dilataria e romperia o odre, justamente nas pregas.

O enrijecimento dos odres velhos pode ser comparados com a religiosidade e sua intransigência que lança no inferno sem pensar duas vezes aqueles que eram, sem dar a estes uma chance para o arrependimento.

“Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e
fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.”Jo 8:1-11”.

Assim como os velhos odres não conseguem suportar a dilatação do vinho novo, a intransigência religiosa não consegue suportar a graça e misericórdia ensinada no evangelho de Cristo.

As palavras neos e kainos , significam novo no original grego com sentidos diferentes; Neos quer dizer novo no sentido de recente, mas não novidade, agora kainos significa novo no sentido de novidade, algo nunca visto ou usado.

“mas põe-se vinho novo(neos) em odres novos(kainos), e ambos se conservam”

Aos receber do vinho novo que é o ensino da graça e misericórdia do Senhor, podemos nos comparar aos odres velhos ou novos, espero que sejamos todos odres novos que retém o vinho novo.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” II Co 5:17; Cl 3:10; Rm 12:2; II Co 3:1-18.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Pra quê Guru???

Um caminho foi aberto para desfrutar da intimidade com Deus, que requer apenas fé e intrepidez daquele que quer se aproximar, através do sacrifício de Jesus Cristo e isto independente de qualquer situação financeira, social e étnica. Sem a necessidade de ritos como ofertas de pombos, bodes, ovelhas, novilhos etc..., que exigia a presença dos sacerdotes que apresentavam essas ofertas a Deus.

Porém nos dias atuais encontramos pessoas que têm insistido em procurar a velha forma para se aproximar de Deus, achando que há a necessidade de um intermediário como se Jesus Cristo não fosse suficiente como tal.
Pessoas com as quais Deus tem falado diretamente seja na palavra, sonhos, visões conforme a escritura, porém, elas insistem em buscar gurus espirituais que as orientem e discirnam esses sonhos e visões, como se o Senhor não fosse poderoso para fazer com elas como fez com José ou Daniel.


Lembro-me, do povo de Israel no pé do monte presenciando os trovões e relâmpagos, com a possibilidade de se colocarem diante da presença do Senhor, porém o pavor tomou conta deles que preferiram que Moisés fosse o intermediário entre eles e Deus, com isso perderam a oportunidade de desfrutar da presença de Deus com mais intensidade em suas vidas, assim como muitos nos dias atuais.(Hb 4:14-16;I Jo 2:27; Ex 20:18-21).

sábado, 5 de janeiro de 2008

Descanso para a nossa alma.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e acharei descanso para a vossa alma. Porque o meu julgo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt 11:28-30

Já li este texto várias vezes como muitos cristãos, mas quando o lemos o direcionamos erradamente para àqueles que ainda não estão em Cristo.

Lembro do comentário feito por Orlando Boyer sobre este texto, ele diz: “Há algo para tomar: seu jugo. Há algo para deixar: seu próprio fardo. Há algo para achar: descanso”

Cheguei a seguinte conclusão: este texto não é verdade na vida de muitos cristãos uma vez que em determinados momentos na vida não conseguem ter descanso para a alma.

E por que não encontram descanso para a alma?

Por não terem antes tomado o julgo suave e o fardo leve do Senhor, que é confiar totalmente na vontade do Pai. Quando entregamos o nosso caminho ao Senhor e confiamos nele verdadeiramente, aí sim, compreendemos que a vontade d’Ele é boa, perfeita e agradável. ( Sl 37:5; Rm 12:2 )

E só iremos conseguir pegar o julgo suave e o fardo leve do Senhor se primeiro lançarmos sobre Ele toda a nossa ansiedade crendo que seremos cuidados por Ele, e a cada dia aprenderemos a sermos obediente ao Pai como Ele foi. ( I Pe 5:7; Fp 2:5-8 )

Com isso, poderemos enfrentar toda e qualquer situação com descanso na alma sabendo que todas as coisa cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. ( Rm 8:28; Fp 4:6-13 )