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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ser livre é algo muito sério


“Quem pensa por si mesmo é livre, e ser livre é uma coisa muito séria.”

Este é um trecho da música de Renato russo que me fez pensar sobre a liberdade, liberdade que por si só é muito perigosa nas mãos daqueles que não sabem usá-la. A liberdade sem controle é como uma barragem que estoura e leva o caos por onde passa.

E na liberdade cristã isto fica muito claro. O cristão está livre da maldição da lei, e da punição que esta trás, o medo, a culpa e a ansiedade dão lugar a paz, perdão e liberdade. Quem poderia ser mais livre do que aqueles que estão em Cristo Jesus?
Mas neste momento deixamos a desejar, usando a maravilhosa liberdade para agirmos de maneira egoísta, cada vez menos tolerantes e impacientes, principalmente no meio da sociedade onde há pluralidade.

O uso certo da liberdade é “A fé que atua pelo amor” para servir uns aos outros, desta maneira as obras da carne serão anuladas pela graça e amor de Deus que flui através de nossas vidas, portanto, devemos usar a liberdade que foi conquistada por Cristo na cruz do calvário e nos foi doada para edificar, não para destruir. Gl 5:13-26

quinta-feira, 20 de março de 2008

Vinho novo em odres novos.

Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.“ Mt 9:17

Muitos pedem vinho novo da parte do Senhor, e quando se fala deste vinho querem dizer mais unção ou um renovo. Porém a questão é o vinho não pode ser desperdiçado por isso o odre também tem que ser novo.

E o que seria um odre? Odres são sacos de pele feitos para transporte e armazenagem de líquidos. Um odre velho fica com a pele desgastada, enrijecida com pregas decorrente do peso. Por que não se deve colocar vinho novo em um odre velho? A fermentação do vinho novo produz gases, cuja pressão dilataria e romperia o odre, justamente nas pregas.

O enrijecimento dos odres velhos pode ser comparados com a religiosidade e sua intransigência que lança no inferno sem pensar duas vezes aqueles que eram, sem dar a estes uma chance para o arrependimento.

Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e
fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.”Jo 8:1-11”.

Assim como os velhos odres não conseguem suportar a dilatação do vinho novo, a intransigência religiosa não consegue suportar a graça e misericórdia ensinada no evangelho de Cristo.

As palavras neos e kainos , significam novo no original grego com sentidos diferentes; Neos quer dizer novo no sentido de recente, mas não novidade, agora kainos significa novo no sentido de novidade, algo nunca visto ou usado.

mas põe-se vinho novo(neos) em odres novos(kainos), e ambos se conservam

Aos receber do vinho novo que é o ensino da graça e misericórdia do Senhor, podemos nos comparar aos odres velhos ou novos, espero que sejamos todos odres novos que retém o vinho novo.

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” II Co 5:17; Cl 3:10; Rm 12:2; II Co 3:1-18.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ou isto ou aquilo.

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Este poema de Cecília Meireles ilustra muito bem, questões inconciliáveis como, por exemplo: a Lei e a Graça. Há muitos cristãos que tentam conciliar “a lei” com “a graça” desenvolvendo uma vida cristã confusa e doentia...

Ou vive-se na obrigação de cumprir os dez mandamentos em busca de se tornar uma pessoa melhor e mais aceitável a Deus, mas com um terror na alma por saber que se falhar em um dos mandamentos falhou em todos.

Ou anda-se simplesmente na graça com paz no espírito e alegria na alma por saber que mesmo não merecendo fomos amados de tal maneira que hoje somos aceitos e transformados por Deus e que toda nossa obediência é por amor.

Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão... E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei... Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.” (Gl 5:1-12)