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sábado, 8 de março de 2008

Ser Aceito

Encontramos no livro de Gênesis logo no início a história de Caim e Abel, o primeiro homicídio. Observamos que o motivo que levou Caim a matar Abel foi a inveja, sim a inveja de o sacrifício dele não ter sido aceito pelo Senhor e o do seu irmão sim, sendo que o sacrifício foi o de menos, entendo que o que de fato agradou aos olhos do Senhor foi o procedimento de Abel, para que o seu sacrifício fosse aceito “agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.” (Gn. 4:4; Os. 6:6; 8:3)

Este texto me leva a meditar qual seria o motivo que levou o Senhor a não se agradar do procedimento de Caim, o que ele havia feito? “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas cumpre a ti domina-lo.”(Gn. 4:7). Creio que havia algo dentro de Caim que nem mesmo ele sabia pois, a inveja, o desejo de ser melhor que o irmão, que até então não haviam se manifestado tão fortemente a ponto dele perder o controle, conseqüentemente o levando a atentar contra a vida do próprio irmão. Mas Deus sabia o que se passava no íntimo daquele homem – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. (Jr. 17: 9-10)

O ser humano busca a aceitação ou o reconhecimento deste cedo na escola, entre os amigos, até no trabalho, por isto existe a disputa por cargos e posições. Vamos parar pra pensar; será que nos dias de hoje, encontramos este mesmo comportamento no meio do povo cristão? A busca por ser aceito por Deus com a eliminação da concorrência?

Acredito que devemos sim buscar agradar ao Pai celestial com as nossas atitudes literalmente oferecendo o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável, e o nosso louvor como aroma suave a ele. Agora, se procedermos como Caim, disputando para ver quem é mais usado por Deus, quem é mais ungido ou mais santo, com certeza não seremos agradáveis a Deus, e com isso virá o sentimento de inveja.

Que Deus tenha misericórdia de nós e que nos ajude a não sermos como Caim para não tentarmos matar ao nosso irmão, ou como os irmãos de José que além de joga-lo no buraco, venderam-no como escravo, uma vez que sabemos que este foi comprado por preço mais valioso que ouro ou prata, foi comprado pelo sangue do cordeiro Jesus, então vejamos o nosso trato com o irmão (Gn. 37:24-28 ; l Pe. 1:13-19, 22).

Então como ser aceito por Deus? “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre” (l Cr. 28:9) O segredo é ter um coração íntegro, justo para com Deus e o próximo e uma alma voluntária que não precisa ser mandada, antes como diz um ditado popular “está disposto a fazer o bem não importa a quem”, sempre lembrando que aquele que quer ser o maior seja o menor, e que a cada dia tenhamos em mente ter o irmão maior que nós mesmos. (Mt. 20:20-28; Fp. 2:3).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Espera em Deus.

Há momentos em nossa trajetória com Deus que o amor tem que ser maior do que a vontade! Pois somos presos ao tempo e circunstância, que nos leva ao desânimo e a pensar que a vontade de Deus vai demorar a se cumprir em nossas vidas.

E muitas das vezes acabamos nos rendendo ao que o “mundo” tem para nos oferecer, fazendo com que por alguns instantes venhamos a esquecer a tempestade que passa nas nossas cabeças. Porém no dia seguinte sabemos que a tempestade continua lá no nosso interior aguardando um momento para surgir ou uma oportunidade para aumentar as suas forças passando de tempestade para uma catástrofe, “um abismo chamando outro abismo”.


O salmista passou por uma situação semelhante, e fez uma pergunta a si: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?" ( Sl 42:5)


Isto aconteceu porque no seu interior havia um conflito de fé, medo, devoção, dúvida, alegria e tristeza, por achar que as promessas de Deus estavam demorando, e ainda havia a afronta daqueles que o queriam desanimados a ponto de perguntarem: “- Onde está o seu Deus?”. Mais ainda sim ele anelava pela presença de Deus e sabia no fundo da sua alma que alcançaria misericórdia. De repente ele trás à mente as lembranças dos feitos do Senhor em sua vida, e reanima a alma dizendo: "Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu." Sl 42:11


Em momentos de dificuldades devemos trazer a memória o que nos pode dar esperança em nossas vidas, sabendo que diferente de nós, o nosso Deus não está preso ao tempo e nem a circunstância, que Ele não se cansa e que inclina e ouve a oração de todos que esperam com confiança n’Ele e pleiteia a causa do justo.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Descanso para a nossa alma.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e acharei descanso para a vossa alma. Porque o meu julgo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt 11:28-30

Já li este texto várias vezes como muitos cristãos, mas quando o lemos o direcionamos erradamente para àqueles que ainda não estão em Cristo.

Lembro do comentário feito por Orlando Boyer sobre este texto, ele diz: “Há algo para tomar: seu jugo. Há algo para deixar: seu próprio fardo. Há algo para achar: descanso”

Cheguei a seguinte conclusão: este texto não é verdade na vida de muitos cristãos uma vez que em determinados momentos na vida não conseguem ter descanso para a alma.

E por que não encontram descanso para a alma?

Por não terem antes tomado o julgo suave e o fardo leve do Senhor, que é confiar totalmente na vontade do Pai. Quando entregamos o nosso caminho ao Senhor e confiamos nele verdadeiramente, aí sim, compreendemos que a vontade d’Ele é boa, perfeita e agradável. ( Sl 37:5; Rm 12:2 )

E só iremos conseguir pegar o julgo suave e o fardo leve do Senhor se primeiro lançarmos sobre Ele toda a nossa ansiedade crendo que seremos cuidados por Ele, e a cada dia aprenderemos a sermos obediente ao Pai como Ele foi. ( I Pe 5:7; Fp 2:5-8 )

Com isso, poderemos enfrentar toda e qualquer situação com descanso na alma sabendo que todas as coisa cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. ( Rm 8:28; Fp 4:6-13 )