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sábado, 28 de abril de 2012

É bom ter amigos


“Amigo é coisa pra se guardar. Debaixo de sete chaves. No lado esquerdo do peito. Dentro do coração.”
A letra da música “Canção da América” me fez pensar como é importante ter alguém ao nosso lado, principalmente nos momentos difíceis. Sei que muitos ao ler esta reflexão dirão, “tenho Jesus ao meu lado não preciso de mais ninguém”.

Esta afirmação é corretíssima quando diz respeito as coisas espirituais, porém devemos lembrar que somos “espírito, alma e corpo”, e até Jesus num momento de tristeza aqui na terra chamou três dos discípulos. E o que falar de Jônatas que em nome de uma maravilhosa amizade que tinha com Davi, foi contra até os planos do próprio pai Saul, rei de Israel.

E quando falo de ter pessoas ao nosso lado, digo aquelas que se alegram e choram conosco e que no momento de angústia tornam-se irmãos. Eu sei que nos tempos atuais está difícil de encontrar pessoas assim, que muitos dos que dizem serem amigos, nos momentos de crise dão de ombros e somem. Porém no meio de tantos amigos existe aquele que é como um irmão e quando o identificamos, este é como um tesouro.

Independente de se já encontramos este amigo, é importante que sejamos este amigo para alguém.
“ O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigos mais chegados do que um irmão”  Pv. 18:24 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Papai chegou!!

Depois de um dia estressante e um transito horrível, chego ao portão de casa sempre silencioso, porém nos últimos seis meses a minha chegada é sempre anunciada pela Sophia, minha filha de dois anos, que fica atenta ao mínimo ruído e assim que tem esperança da minha chegada grita de alegria: - papai chegou, papai chegou, papai chegou êbaaa!!!

Naquele momento o desenho que ela tanto gosta perde a importância, os brinquedos que tanto a divertem perdem a graça, pois toda a atenção dela é dada ao papai e ela passou o dia inteiro ansiosa para revê-lo. Então, depois de toda essa recepção o pai se derrama e dá toda atenção a ela.

Com essa postura da Sophia meditei acerca do nosso relacionamento com o Pai do céu... Hoje em dia estamos interessados mais em receber do que compartilhar, nossas atenções estão voltadas ao que Deus pode nos proporcionar e não no que Ele já fez por nós, estamos preocupados se e quando Ele vai agir em nosso favor, ao invés de simplesmente parar e se alegrar, curtindo a presença do Pai. Pois quando nos alegramos no Senhor, Ele satisfaz os desejos do nosso coração.

“Filho meu dá-me teu coração, e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.” Pv 23:26 / Sl. 37:4

terça-feira, 17 de abril de 2012

Autoestima ou caráter?

Ultimamente tenho tido o cuidado com o que tenho lido, ouvido e assistido em relação às coisas que dizem ser de Deus já que cada vez mais o foco do assunto tem sido a auto-ajuda, a autoestima. Creio que falar sobre a autoestima não seja errado, pois ela é a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma, é a capacidade de respeitar, acreditar e amar a si mesmo.

Porém a atenção exagerada ao tema tem gerado pessoas narcisistas, soberbas e repulsivas no meio cristão, enquanto a mensagem sobre a transformação de caráter vem sido esquecida.

Caráter é a soma de nossos hábitos, virtudes e vícios. Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade, que são os traços morais da personalidade.

Mais do que a autoestima que nos ensina a amarmos a nós mesmos, em Cristo, é o nosso caráter que precisa ser trabalhado, transformado para que possamos amar não somente a Cristo como também ao nosso próximo.

"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo." Fp. 2:3, 4:8 / Rm. 12:2


domingo, 15 de abril de 2012

O que nos torna humanos

Henry Nouwen foi um sacerdote católico, de origem holandesa. Ensinou nas Universidades de Harvard e de Yale, escreveu 40 livros, publicados em 20 idiomas, com mais de 20 milhões de cópias vendidas. Mas seu maior legado foi deixado pelo seu trabalho na comunidade Daybreak, nos arredores de Toronto, no Canadá, onde Nouwen desenvolveu suas atividades pastorais por oito anos.

De acordo com seus relatos, a coisa mais importante que Nouwen fazia na Daybreak era cuidar de Adam.

“Adam é um homem de 25 anos de idade”, disse Nouwen, “que não consegue falar, não consegue vestir-se, nem tirar a roupa, não pode andar sozinho, não pode comer sem ajuda. Ele não chora nem ri. Apenas às vezes faz contato com os olhos. As costas são deformadas. Os movimentos dos braços e das pernas são distorcidos. Ele sofre de severa epilepsia e, apesar de pesada medicação, raros dias se passam sem ataques do grande mal. Às vezes, quando fica subitamente rígido, emite um gemido imenso. Em algumas ocasiões já vi uma grande lágrima rolar por sua face. Levo cerca de hora e meia para acordar Adam, dar-lhe medicação, carregá-lo até ao seu banho, lavá-lo, barbeá-lo, escovar seus dentes, levá-lo à cozinha, dar-lhe o café da manhã, colocá-lo na sua cadeira de rodas e levá-lo até ao lugar onde passa a maior parte do dia com exercícios terapêuticos”.

Philip Yancey, jornalista e escritor, conta que jamais esqueceu o dia em que acompanhou a rotina de Nouwen na Daybreak. Seu relato começa com uma confissão corajosa. “Devo admitir que tive uma dúvida passageira quanto a ser aquele o melhor emprego da sua vida”, diz Yancey. “Eu ouvira Henri Nouwen falar e lera muitos dos seus livros. Ele tinha muita coisa a oferecer. Outra pessoa não poderia assumir a tarefa servil de cuidar de Adam?”.

“Quando cautelosamente mencionei o assunto com o próprio Nouwen”, diz Yancey, “ele me informou que eu interpretara de todo erradamente o que estava acontecendo”. Veja como Nouwen encarava seu relacionamento com Adam.

“Não estou desistindo de nada. Sou eu, não o Adam, quem recebe os principais benefícios de nossa amizade. As horas passadas com Adam deram-me uma paz interior tão satisfatória que fez com que a maioria de suas outras tarefas intelectuais parecessem enfadonhas e superficiais por contraste. No começo, quando me assentava com esse homem-criança desamparado, percebia como a busca do sucesso na academia e no ministério cristão era obsessiva e marcada pela rivalidade e pela competição. Adam me ensinou que o que nos torna humanos não está na nossa mente, mas no nosso coração, não é a nossa capacidade de pensar, mas a nossa capacidade de amar“.

Texto extraído do site http://edrenekivitz.com/blog/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sim, Ele se importa.

Quinze dias após o nascimento da Sophia eu e Simone a levamos para fazer o exame do pezinho, e eu pai de primeira viajem nem imaginei como seria esse tal exame até ver a enfermeira perfurar o pé da minha pequenininha, e ela Sophia, no colo da mãe me olhava com um rostinho de dor como quem me dizia: - me ajuda, por favor.

Dentro de mim veio uma vontade de mandar a enfermeira parar, de correr com a minha filha dali, porém eu sabia que aquele exame era algo necessário para a saúde e o desenvolvimento dela.

Muitas vezes ficamos insatisfeitos com certas situações que acontecem em nossas vidas, e questionamos o sentir de Deus, até chegamos a pensar que Ele não se importa conosco, nos sentimos rejeitados, como um filho desprezado pelo pai.

Creio que assim como aconteceu no meu interior no momento em que presenciei o fatídico exame do pezinho, com o Pai deve acontecer algo parecido, pois ele sabe o que é bom para nossa vida. Já nós, enxergamos o aqui e agora, mas Ele pela sua onisciência tem o futuro descortinado diante dos seus olhos e na bíblia diz: “qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?” (Mateus 7:8-11).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O que é ser mundano?

A tempos escuto no meio “cristão” a expressão não ser parecido com o mundo ou não ser um mundano, mas, o que e seria ser parecido com o mundo?

Será que é usufruir da criação, da obra feita pelo Senhor? Como por exemplo: ir a praia, curtir o por do sol, se alegrar com sua família mesmo que estes não compartilhem da mesma fé, etc... Se sim, então Deus não diria que tudo o que Ele fez é bom (Gn. 1: 31). E estas obras não manifestariam a sua glória. (Sl. 19:1; Rm. 1:19-20).

O ser parecido com o mundo ou o ser mundano é estar ligado diretamente com a incredulidade e rebeldia, se entregando cada vez mais as paixões carnais, se orgulhando de uma vida materialista e consumista, desprezando o próprio Deus e a Sua palavra (Gl. 5:19-21).

Como cristão devemos sim odiar, ou melhor, não se conformar com o sistema "maneira de pensar mundano", mas sim contemplar e cuidar da obra de Deus, amando o pecador, e ensinando a palavra de Deus. (Rm. 12:1-2; Tg. 1: 25-27)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Graciosa graça


Bem, depois de um ano na área técnica do blog, cuidando do layout e funcionalidades, lá vai o meu primeiro post...

Temos uma dificuldade tremenda em compreender a Graça de Deus, mas tudo se torna mais claro ao compreendermos a partir da perspectiva de que a Graça de Deus faz parte do plano redentor traçado pelo Pai para que pudéssemos nos reaproximar dele.

Quando Paulo escreve a segunda carta aos coríntios, no final ao abençoá-los nos dá esta descrição.

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” II Co. 13:13.

A graça redentora de Jesus Cristo nos resgatou do pecado que nos separava de Deus, uma vez resgatados por esta graça temos novamente acesso ao amor de Deus.
Agora, através desta maravilhosa graça de Cristo Jesus, graça que não merecemos, somos reintegrados ao amor de Deus que na sua infinita misericórdia e conhecedor de nossas fraquezas nos deu a “comunhão do Espírito Santo” para que por esta comunhão nos mantenhamos no amor de Deus eternamente.

sábado, 8 de março de 2008

Ser Aceito

Encontramos no livro de Gênesis logo no início a história de Caim e Abel, o primeiro homicídio. Observamos que o motivo que levou Caim a matar Abel foi a inveja, sim a inveja de o sacrifício dele não ter sido aceito pelo Senhor e o do seu irmão sim, sendo que o sacrifício foi o de menos, entendo que o que de fato agradou aos olhos do Senhor foi o procedimento de Abel, para que o seu sacrifício fosse aceito “agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.” (Gn. 4:4; Os. 6:6; 8:3)

Este texto me leva a meditar qual seria o motivo que levou o Senhor a não se agradar do procedimento de Caim, o que ele havia feito? “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas cumpre a ti domina-lo.”(Gn. 4:7). Creio que havia algo dentro de Caim que nem mesmo ele sabia pois, a inveja, o desejo de ser melhor que o irmão, que até então não haviam se manifestado tão fortemente a ponto dele perder o controle, conseqüentemente o levando a atentar contra a vida do próprio irmão. Mas Deus sabia o que se passava no íntimo daquele homem – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”. (Jr. 17: 9-10)

O ser humano busca a aceitação ou o reconhecimento deste cedo na escola, entre os amigos, até no trabalho, por isto existe a disputa por cargos e posições. Vamos parar pra pensar; será que nos dias de hoje, encontramos este mesmo comportamento no meio do povo cristão? A busca por ser aceito por Deus com a eliminação da concorrência?

Acredito que devemos sim buscar agradar ao Pai celestial com as nossas atitudes literalmente oferecendo o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável, e o nosso louvor como aroma suave a ele. Agora, se procedermos como Caim, disputando para ver quem é mais usado por Deus, quem é mais ungido ou mais santo, com certeza não seremos agradáveis a Deus, e com isso virá o sentimento de inveja.

Que Deus tenha misericórdia de nós e que nos ajude a não sermos como Caim para não tentarmos matar ao nosso irmão, ou como os irmãos de José que além de joga-lo no buraco, venderam-no como escravo, uma vez que sabemos que este foi comprado por preço mais valioso que ouro ou prata, foi comprado pelo sangue do cordeiro Jesus, então vejamos o nosso trato com o irmão (Gn. 37:24-28 ; l Pe. 1:13-19, 22).

Então como ser aceito por Deus? “Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre” (l Cr. 28:9) O segredo é ter um coração íntegro, justo para com Deus e o próximo e uma alma voluntária que não precisa ser mandada, antes como diz um ditado popular “está disposto a fazer o bem não importa a quem”, sempre lembrando que aquele que quer ser o maior seja o menor, e que a cada dia tenhamos em mente ter o irmão maior que nós mesmos. (Mt. 20:20-28; Fp. 2:3).

domingo, 20 de janeiro de 2008

Sem amor nada somos.

" Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três;porém o maior destes é o amor."
I Co 13:13