Mostrando postagens com marcador prosperidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prosperidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Aliança feita, muralhas ao chão


Sempre que ouço no inicio da ministração o pregador dizer: - abram a bíblia no livro de Josué... , automaticamente me vem a mente abrir no capítulo 6 pois é quase certo ele falar da destruição das muralhas de Jericó.

Não estou dizendo que este texto não deva ser pregado mas, com as dificuldades que o ser humano encontra no dia a dia, quem não gostaria de ter seus problemas derrubados ou aniquilados? Então ministrar sobre a vitória milagrosa de Israel é arrancar com certeza a aprovação e aplausos dos ouvintes emocionados com o relato e com a possibilidade de o mesmo acontecer em suas vidas.

Eu acredito que Deus pode realizar maravilhas hoje como operou na historia do povo hebreu, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e será eternamente, mas devemos atentar para o relato antes da derrubada das muralhas.

Primeiramente o livro de Josué mostra o Senhor relembrando ao povo a sua fidelidade, e os aconselhando a buscar através das escrituras saber qual a sua vontade, e aproveita para alertá-los do horror que Ele tem contra o pecado. (Js 1:1-18)
Vale a pena lembrar que essa geração não é a que saiu do Egito, pois a geração vinda do Egito sucumbiu no deserto devido a rebeldia e incredulidade ficando apenas Josué e Calebe (Nm 14:20-38).

Esta nova geração não presenciou o poder com o qual Deus havia retirado Israel do domínio do Egito, porém testemunharam muitas outras maravilhas que o Senhor fazia entre eles. Este era um povo sem aliança com o Senhor, pois não eram circuncidados e iriam para a batalha sem ter esta aliança, por esta razão o Senhor ordenou a circuncisão para retirar o opróbrio do Egito de sobre eles. Logo após a circuncisão vem o descanso, e com as forças recobradas é momento de celebrar e se alegar pelos feitos realizados pelo Senhor e pelos que Ele irá fazer. (Js 5:1-12)

Trazendo para hoje encontramos muitos querendo “derrubar muralhas”, “desbaratar exércitos”, “saltar montes”, profetizar vitórias, mas esquecem que primeiro devemos atentar para a palavra do Senhor, reafirmar nossa aliança com ele (ter uma vida na presença de Deus), descansando nele sabendo que nossa força vem somente dele, se alegrando a cada dia não somente pelo que Ele pode fazer, mas sim pelo que Ele já fez na cruz do calvário.

sábado, 23 de agosto de 2008

Qual a prioridade da sua pregação?

Hoje em dia aqui no Brasil existe um crescimento de tele-evangelismo, isso seria muito bom para a anunciação da palavra e louvável. Isso se quase a maioria desses tele-evangelistas não gastassem o tempo para propagar a teologia da prosperidade.

Certa vez em uma palestra ouvi a seguinte definição sobre esta teologia: “A teologia foi criada pelos alemães, piorada pelos americanos (teologia da prosperidade), e praticada pelos brasileiros.” Concordo com esta definição, pois creio que o nosso foco não pode estar no que o Senhor pode nos dar, mas sim nele, que é o nosso salvador e que diga-se de passagem, já nos deu a “benção”, a salvação.

Com a divulgação da teologia da prosperidade que ensina a estarmos preocupados com o “ter” mais do que o “ser”, o cristão cada vez mais se afasta do verdadeiro propósito, que é preparar o caminho para a segunda vinda do Senhor. Tomo como exemplo bíblico e aproveito para meditar um pouco na vida e ministério de João batista, “João significa Graça ou favor de Deus, batista refere-se a sua vocação especial de batizar” (Mt 11:13/Lc 16:16).

A vinda de João batista pôs fim a dispensação da lei, e o inicio da dispensação da graça com o evangelho da paz. (At 10:36-37/Mc 1:1-5), a pregação dele fazia referência ao reino de Deus, certamente levando os seus ouvintes a entender que a ordem de Deus seria estabelecida no mundo, porém antes de qualquer manifestação visível da soberania de Deus, a expressão indica a maneira de vida dos que se deixam dirigir por Deus em tudo. Para isso há a necessidade do arrependimento que é ter uma mudança de parecer que resulta em pesar; é mudar de propósito (Mt 13:33/Rm 12:1-2).

O ponto de partida da vontade de Deus manifesta em nós segundo a pregação de João batista, é o arrependimento que envolve dar uma guinada com vistas ao Reino dos Céus e para isso devemos nos arrepender, mudar de comportamento, redirecionar os objetivos das nossas vidas (Mc 1: 15/Cl 3: 1-4).

Isto claramente indica que, antes da vinda de João batista, o Reino dos Céus não estava presente. Mesmo após João ter começado a sua pregação, o Reino dos Céus ainda não estava presente, estava somente próximo. O próprio Senhor Jesus em suas pregações e ensinos centralizava o Reino de Deus, que curiosamente das 137 referências ao “Reino” feito no novo testamento 100 ocorrem durante o ministério de Jesus, mostrando a importância que o Senhor dava a sua anunciação e ele alertou aos discípulos para fazerem o mesmo. (Mt 4: 17; 10:7).

João foi enviado para preparar o caminho do Senhor, este caminho é semelhante a uma rua, e as veredas semelhantes a travessas, é um retrato do coração do homem com todas as suas partes. Preparar o caminho do Senhor é arrepender-se e levar outros ao arrependimento de todo o coração e deixar o Senhor entrar nele.

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3:20.

Endireitar as veredas do Senhor é permitir que Ele ocupe cada parte do nosso coração, incluindo a mente, as emoções e as vontades. Portanto, preparar o caminho do Senhor e endireitar as veredas é mudar de comportamento, voltar o pensamento para Ele e endireitar o coração, para Ele, por meio do arrependimento, cada parte e caminho do coração seja por Ele endireitado com vistas ao Reino dos Céus (Is 40:1 - 11).

Fica agora a comparação com o “evangelho” que anda sendo divulgado por muitos tele- evangelistas e líderes de muitos ministérios. Espero que você que está lendo este artigo esteja ou comece a dar prioridade a pregação do reino que envolve arrependimento e graça de Deus.