quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Viver não cansa. ( Ricardo Gondim)

Viver não cansa, o que fatiga são as perguntas imbecis de quem não quer ter opinião própria, os comentários emburrecedores de quem não gosta de pensar, as lógicas dos religiosos que adoram encabrestar e serem encabrestados.

Viver não cansa, o que exaure é precisar debater com quem só lê a ‘Veja’; é ter que ouvir a opinião de quem adora o Diogo Mainardi; é ter que debater com quem aprendeu toda a Verdade com o Max Lucado e se acha apto para converter o mundo islâmico.

Viver não cansa, o que desespera é ter que calar diante das vaidades maquiadas como piedade; é ter que respeitar os narcisismos travestidos de desprendimento; é ter que fazer vista grossa diante dos escroques de colarinho clerical: “porque eles também podem estar ganhando almas e despovoando o inferno”.

Viver não cansa, o que chateia é ter que explicar para fariseus de plantão que beber um cálice de vinho não significa automática embriaguez, que dançar a valsa na formatura da filha não é pactuar com o mundo; é ter que arrazoar com analfabetos funcionais para mostrar-lhes que não existe diferença entre música cristã e do mundo (Só existe música boa ou ruim!).

Viver não cansa, o que amarga é ter que ficar calado diante dos maiores descalabros éticos, “porque a igreja ‘X’ está crescendo e o que importa são os resultados”; é ter que assistir a um monte de gente se esforçando para jogar a dignidade do Evangelho pelo ralo e precisar engolir seco porque: “aquela igreja 'X' é como um hospital de emergência onde as pessoas se convertem, mas depois procuram as igrejas sérias”.

Viver não cansa, o que horroriza é conseguir detectar as agendas escondidas dos Benny Hinns da vida, a volúpia por poder dos que vivem das politicagens denominacionais, os cinismos teológicos dos evangelistas triunfalistas e ainda assim precisar explicar-se porque não participa de eventos, de marchas e de conferências ao lado deles: “já que o Corpo de Cristo não pode se dividir”.

Viver não cansa, o que exaure é ver as igrejas lotadas de incautos em busca de um Mega Milagre porque: “ao fazerem a sua parte, Deus ficará obrigado a fazer a dele”; é saber que cada campanha de oração que “vai destrancar os cadeados do céu”, na verdade, foi projetada para arrancar mais dinheiro dos simples; é notar que muitos nas elites religiosas não diferem em nada dos políticos que só sabem defender seus interesses.

Viver não cansa, o que debilita é ter que lidar com a fofoca de quem não tem brilho próprio; é ter que admitir que vários fazem do sacerdócio um jeito de progredir com um esforço mínimo; é saber que a indústria da “música gospel” fatura em cima da vaidade de cantores que jamais dariam certo fora das igrejas e que, para compensar a falta de talento, vivem a fazer biquinhos, vertendo lágrimas forçadas.

Viver não cansa, realmente, não cansa.

Faz bem à alma lidar com jovens grávidos de sonhos, com mulheres íntegras, que não medem esforços para acolher os esquecidos e com anciãos que destilam uma sabedoria acumulada pela experiência.

Os poetas com suas intuições, os músicos com suas percepções, os professores com sua erudição, os pastores com sua dedicação, continuam a encantar.

Os atletas com sua disciplina, os profetas com sua veemência, os missionários com sua coragem, são um bálsamo que cura as feridas da desesperança.

Viver é tão bom que dá ganas de continuar, continuar...

Soli Deo Gloria.
Extraido do Site: www.ricardogondim.com.br

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Liberdade

Em 13 de maio de 1888 o Brasil deu um passo que todo o restante do mundo estava também dando, um passo um pouco tímido na época, mas, um importante passo, foi assinada a lei áurea que abolia a escravidão no Brasil.

Mas, houve alguns escravos para os quais a notícia demorou a chegar, com isso passaram ainda um bom tempo servindo aos seus senhores. Já houve outros que por terem nascidos escravos haviam se acostumado com a vida de escravidão e assim permaneceram escravos.

Porém havia outra escravidão naquela época que já existia antes e que, ainda escraviza muitos homens sejam eles negros ou brancos em pleno século 21. Uma escravidão que não tem lei humana que consiga dar fim, pois os magistrados estão sob o seu domínio, e os “senhores” que lucram com esta escravidão são, o pecado, o diabo e os manipuladores de massa que gostam de subjugar outros.

Mas há quase 2.000 mil anos ouve um ato que aboliu esta escravidão, um ato Divino de amor e graça que dá liberdade a todos os homens. Se você que está lendo e já sabe disto lembre-se, que existem muitos homens que como os escravos do século 18 ainda não souberam da notícia e continuam servindo aos “senhores” que lucram com a escravidão, então corra e dê a notícia acerca do ato de amor que os libertou.

Porém, espero que você não seja como aqueles que estão tão acostumados com a escravidão que ouviram a notícia, mas preferem permanecer escravos ou pior que você não seja os que lucram subjugando os outros.

Aqui termino este texto lembrando de um ditado popular que uma vez me disseram: “todo homem têm um preço”, este ditado até tem um fundo de verdade. Deixa-me te fazer uma pergunta. -Qual é ou foi o seu preço?

Antes de você dizer estar amarado como um bom crente, lembre-se “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que foste comprado mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. I Pe 1:18-19

O verdadeiro cristão não esta à venda pois o preço da nossa liberdade, foi muito caro.

domingo, 25 de novembro de 2007

O caminho



Existe um caminho a ser trilhado, o qual é maravilhoso e no final desta caminhada iremos encontrar o descanso para toda a fadiga. Este caminho como falei é maravilhoso, mas não é fácil, pois pelo caminho irão aparecer obstáculos e pessoas que tentarão de qualquer maneira nos fazer parar, desistir, desanimar. Iremos pensar que somos fracos para continuar caminhando, ficaremos cansados.

Porém não podemos parar, pois se olharmos para trás veremos o quanto caminhamos, e voltar tudo que já caminhamos seria burrice . Às vezes pensamos será que vale a pena caminhar? Pois o caminho é maravilhoso, mas difícil...

No caminho que caminhamos houve outros que caminharam também que garantem, que durante a caminhada acabamos nos sujando ou alguém pode até nos sujar, mas seremos limpos durante o caminho pela chuva que cai sobre nós, podemos ficar cansados, mas, quando nos centralizamos à frente esquecendo do que ficou para trás temos nossas forças renovadas. [Fp 3:12-16; Sl119:105; Is 40:31; Jo 15:4]

Podem até dizer que somos fracos e que não iremos chegar no final, mas há uma voz no nosso interior que diz “Eu te fortaleço não temas, estou convosco até o final.” [II Co 12:9-10; Mt 28:20]

Esta voz que fala no interior dos caminhantes e aquece o coração, esta é a voz do primeiro caminhante, que caminhou sem saber o que é derrota, sem querer desistir, pois sabia que depois dele viriam outros a caminhar como ele caminhou.

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” [Jo 16:33]

O primeiro caminhante é Jesus, hoje Ele é o caminho dos novos caminhantes.Por isso não tenha medo de caminhar, pois neste caminho há vida eterna.